20 de dezembro de 2011
Africanos torceram pelo Santos
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Assisti à vitória do Santos, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, em um pacato bar na Long Street, a rua mais agitada do Centro de Cape Town, na África do Sul. Contudo, foi como se eu estivesse em meio a santistas, num bar qualquer no Brasil.
Os sul-africanos são apaixonados pelo esporte bretão, em especial pelo jeito brasileiro – cheio de ginga e malandragem – de jogar futebol.
No gol de Neymar, o primeiro dos três anotados pelo Santos contra o time japonês, ouvi alguém comentar:
— He's the best, fantastic! Neymar is better than Messi —, na tradução do inglês: ele é o melhor, fantástico! Neymar é melhor que o Messi.
A cada gol, bola na trave, drible ou lance de efeito, o pessoal focava em mim e disparava perguntas sobre o Santos e brasileiros que brilharam na Europa ou em Copas do Mundo. “Verdade que o Sócrates morreu?”, perguntou um deles. “Onde está jogando o Ronaldinho [Gaúcho]?”, questionou outro. Apesar de a TV sul-africana transmitir ao vivo os jogos da seleção brasileira, o Campeonato Brasileiro recebe pouco ou nenhum espaço da imprensa local.
Nossa seleção é muito apreciada por aqui. Em Cape Town, não conseguiria enumerar quantos africanos (da África do Sul e de países vizinhos) já vi vestindo a amarelinha. O 9 do Ronaldo Fenômeno e o 10 imortalizado por Pelé são os preferidos. O Rei do Futebol, ouso afirmar, é mais rei por aqui do que no Brasil – onde costuma ter suas declarações contestadas pela crítica. E quando eles, os africanos, não veem seu país na Copa, é para o Brasil que costumam torcer.
Matei aula de inglês para ver o Santos jogar, mas valeu a pena. Menos pelo jogo – porque aquele que aqui escreve é palmeirense –, mais pela oportunidade de vivenciar a admiração dos africanos pelo Brasil. Ao menos naquele barzinho, chamado Bagdah, ninguém tinha dúvidas de que o Santos de Neymar, Ganço e companhia teria força suficiente para bater o badalado Barcelona de Messi.
Entre um gole de cappuccino e uma bela jogada dos garotos da Vila, senti-me em casa em meio a estranhos, todos torcendo pelo time de Pelé.
Artigo escrito para o jornal O Diário, de Maringá. Publicado em 15/12/2011.
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Assisti à vitória do Santos, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, em um pacato bar na Long Street, a rua mais agitada do Centro de Cape Town, na África do Sul. Contudo, foi como se eu estivesse em meio a santistas, num bar qualquer no Brasil.
Os sul-africanos são apaixonados pelo esporte bretão, em especial pelo jeito brasileiro – cheio de ginga e malandragem – de jogar futebol.
No gol de Neymar, o primeiro dos três anotados pelo Santos contra o time japonês, ouvi alguém comentar:
— He's the best, fantastic! Neymar is better than Messi —, na tradução do inglês: ele é o melhor, fantástico! Neymar é melhor que o Messi.
A cada gol, bola na trave, drible ou lance de efeito, o pessoal focava em mim e disparava perguntas sobre o Santos e brasileiros que brilharam na Europa ou em Copas do Mundo. “Verdade que o Sócrates morreu?”, perguntou um deles. “Onde está jogando o Ronaldinho [Gaúcho]?”, questionou outro. Apesar de a TV sul-africana transmitir ao vivo os jogos da seleção brasileira, o Campeonato Brasileiro recebe pouco ou nenhum espaço da imprensa local.
Nossa seleção é muito apreciada por aqui. Em Cape Town, não conseguiria enumerar quantos africanos (da África do Sul e de países vizinhos) já vi vestindo a amarelinha. O 9 do Ronaldo Fenômeno e o 10 imortalizado por Pelé são os preferidos. O Rei do Futebol, ouso afirmar, é mais rei por aqui do que no Brasil – onde costuma ter suas declarações contestadas pela crítica. E quando eles, os africanos, não veem seu país na Copa, é para o Brasil que costumam torcer.
Matei aula de inglês para ver o Santos jogar, mas valeu a pena. Menos pelo jogo – porque aquele que aqui escreve é palmeirense –, mais pela oportunidade de vivenciar a admiração dos africanos pelo Brasil. Ao menos naquele barzinho, chamado Bagdah, ninguém tinha dúvidas de que o Santos de Neymar, Ganço e companhia teria força suficiente para bater o badalado Barcelona de Messi.
Entre um gole de cappuccino e uma bela jogada dos garotos da Vila, senti-me em casa em meio a estranhos, todos torcendo pelo time de Pelé.
Artigo escrito para o jornal O Diário, de Maringá. Publicado em 15/12/2011.
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