11 de outubro de 2014

Não ao "rouba, mas faz"

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Nunca fui adepto do "rouba, mas faz", expressão que lembra Maluf e outros fichas sujas. E nunca vou ser, apesar de críticas até de pessoas próximas, que discordam do meu posicionamento. Se sou honesto, tenho o direito de exigir isso da classe política.

Quem renova o mandato de governos corruptos não pode se dar ao luxo de ficar indignado com os altos impostos do Brasil; com a saúde precária; com brasileiros morrendo na fila por falta de atendimento e até de medicamentos; com o amigo que tem problema grave de saúde e leva meses para conseguir uma consulta médica; com a escola pública de péssima qualidade, que não serve para os filhos de senadores e deputados, por exemplo; com o filho que ficou sem merenda na escola porque alguém desviou recursos; com o salário (ou o que chamam de salário) dos professores; com o juiz que mandou soltar bandidos porque não tinha vaga no sistema carcerário; etc.

Quem dá um contrato assinado em branco (o voto) para que um governo corrupto continue no poder não pode se indignar com nada disso, porque toda a fortuna que é desviada para a conta de políticos ladrões, corruptos, e seus comparsas seria o suficiente para resolver todos esses problemas e outros que não listei. E se listasse, não caberiam num livro.

Político, corrupto ou não (a minoria), ama o voto mais do que qualquer coisa. Alguns, mais do que sua própria mãe. Político precisa do seu voto para ficar ou chegar ao poder. Se pararmos de votar em governos com escândalos de corrupção, se dermos o recado nas urnas de que não importa o que tenham feito de bom, se tiverem desviado dinheiro público não terão nosso voto; forçaremos os políticos a adotarem postura mais honesta conosco e com o dinheiro dos nossos impostos.

A política do "rouba, mas faz" tem de acabar, e isso só vai ocorrer com a renovação constante e sem piedade dos governantes e legisladores. Errar na escolha e eleger político que, mais tarde, mostra-se corrupto é humano. Errar de novo e manter um corrupto (ou alguém que não seja, mas parabeniza um colega de governo, corrupto, pelos "bons serviços prestados") no poder é burrice.

Tenhamos em mente que o que determinado governante faz por nós é obrigação, não um favor. E se o faz tirando proveito, direta ou indiretamente, de esquemas de corrupção, não merece nosso voto. Nós pagamos os políticos muito bem para que eles nos representem. São nossos empregados, pagos com nosso dinheiro. E empregados desonestos a gente demite por justa causa.

Se reciclagem é o caminho para um mundo sustentável, também o é para um sistema políticos mais honesto... ou menos nojento.
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28 de novembro de 2013

Curiosidades

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Redes sociais envolvem seus usuários em uma relação de amor e ódio. Bom percentual do conteúdo nelas compartilhados são fúteis e descartáveis, mas quem consegue ficar sem dar uma bisbilhotada, de vez em quando, na linha do tempo para ver a última dos amigos?

O Facebook é tal como garimpo. Em meio a muita lama e pedras há algumas pequenas pepitas de ouro – bons conteúdos, produtivos, interessantes, com humor refinado. Ao clicar "curtir" em um deles, entretanto, acabei me comprometendo.

Um amigo havia escrito uma lista de curiosidades sobre ele. Achei interessante e "curti", sem me dar conta do teor da brincadeira. Quem curtisse, teria de relatar curiosidades na rede, conforme número recebido pelo amigo curtido. Este que vos "fala" recebeu o número 15 e fez sua parte.

1- Sou viciado em café. E o primeiro passo é reconhecer o vício;

2- Tal como o amigo advogado Leonardo Pacheco, que me apresentou essa brincadeira e me intimou a apresentar 15 curiosidades sobre mim, tenho medo de panela de pressão. E por isso não cozinho feijão;

3- Fiz curso de datilografia em máquina de escrever Olivetti e, desde então, não preciso mais olhar para o teclado;

4- Sou metodista (denominação protestante), mas cursei a pré-escola e o antigo primeiro grau em instituições católicas;

5- Meu primeiro vídeo game foi um Atari 2600 (quem nasceu depois dos anos 80 e não faz ideia do que é isso, clique aqui);

6- Escrevo cartas e coleciono cartões postais. Os mais inusitados que recebi foram postados da Groenlândia e de Galápagos, mas ainda não recebi nenhum da Ásia;

7- Desde 2000 me correspondo por cartas com uma amiga húngara de Budapeste, chamada Liana. Ainda não a conheci pessoalmente;

8- Cuido bem do meu coração com um bom vinho tinto e meu prato favorito é feijoada;

9- Cursei um ano de Tecnologia em Automação Industrial, no antigo Cefet-PR, antes de desistir dos cálculos para estudar Jornalismo;

10- Meu primeiro trabalho como jornalista, antes mesmo de terminar a faculdade, foi como repórter estagiário de esportes no Diário do Sudoeste, de Pato Branco, em 2003. E meu chefe, à época, era sobrinho de Renato Russo;

11- Gosto de estudar idiomas. Falo inglês e italiano e tentei aprender alemão e francês (até o momento, sem sucesso);

12- Disputei competições de tênis de mesa e, ao modo Barrichello, fui duas vezes vice-campeão da faculdade;

13- Meu maior hobby é viajar, conhecer novas culturas e gente diferente. Realizei um dos sonhos de infância aos 29 anos, ao conhecer Machu Picchu;

14- Casei antes dos 25 e me divorciei bem antes dos 30. Se arrependimento matasse, não estaria aqui participado dessa brincadeira;

15- Não quero me curar do meu vício.
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Quem está na cola do LF