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13 de março de 2009

LF & Edu: o melhor 'bolo' de aniversário

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2° DIA

A entrada no Beto Carrero World custa R$ 88 na alta temporada. Todos os brinquedos e atrações estão disponíveis, porém, com intermináveis filas. Na baixa temporada, ou seja, no período de aulas, a entrada custa R$ 60, o parque não opera com todas as suas atrações, mas, para compensar, quase não há filas. Estudantes pagam meia entrada, aniversariantes entram de graça. Foi meu caso.

Com respeito a todas as velas "faisquentas" e a todos os glacês anteriores, o "bolo" de meus 28 anos foi o melhor de todos. Além de receber presentes e de comemorar na presença de parentes e amigos, não me recordo bem do que fiz no dia em que fiquei mais velho nos 27 anos que se passaram. Contudo, do aniversário a 100 km/h numa montanha-russa pirada, da queda livre de uma torre mais alta que qualquer edifício de Pato Branco e de outros brinquedos radicais vou levar, com certeza, muito tempo para esquecer.

A previsão do tempo anunciava temporal para Santa Catarina (SC) na quinta-feira (12) e, para desanimar, no início da madrugada já chovia forte. Da pousada, a 50 metros da entrada do Beto Carrero World, dava para ver a diversão ir por água abaixo. Era preciso sol para aproveitar ao máximo o que o parque tem a oferecer. Por fim, o tempo amanheceu nublado, não choveu e o sol deu as caras à tarde, a ponto de queimar a pele. Deus deve ter pensado: "ainda sou eu quem manda nessa porcaria de tempo, e eles merecem um belo dia". E com o Altíssimo não se discute: "houve sol".

O maior parque temático da América Latina nos recebeu das 9h30 às 16h30. A companhia de meu irmão em um lugar que vale o que se paga (sem pechinchar) foi um grande presente de aniversário, o mais gostoso "bolo" de todos, mesmo sem o glacê. Os detalhes sobre o que fizemos no parque? Bom, isso vou deixar para depois. Há pouco, o notebook olhou para mim e, com um olhar de reprovação disse: "tua cara está horrível, vai dormir um pouco".

Escrevo do município de Bombinhas (SC), da praia de Zimbros, onde mora meu primo com esposa e duas filhas. O mar está a menos de 300 metros e, com algum esforço, dá para ouvir as ondas. O Eduardo já está dormindo há pelo menos duas horas e eu, o único acordado na casa, além dos cachorros da vizinhança, encerro aqui o "expediente". Queria escrever mais sobre os atrativos do Beto Carrero, principalmente sobre a montanha-russa monstra inaugurada em dezembro de 2008, mas a fadiga me venceu. Montanhas-russas também cansam.
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11 de março de 2009

LF & Edu: praia nove anos depois

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1º DIA

Disse a mim mesmo que não entraria no MSN por esses dias, porém, não resisti e acessei minha conta após um dia de mais de 600 quilômetros rodados. Aí uma bela moça de Maringá, que apareceu online para dar os parabéns pelos 28 anos em cada joelho, perguntou-me: "onde você está agora?". A resposta veio com o bom sentimento de que a viagem planejada há algums meses está se concretizando, tal como pensada inicialmente.

"Estou no quarto de uma pensão, a exatos 50 metros da entrada do Beto Carrero World". Digo "exatos" porque pensões e hotéis sempre forçam a barra ao mencionar a proximidade de suas instalações em relação aos pontos turísticos. Desta vez não houve propaganda enganosa. Do quarto dá para ver o trinco da porta principal do castelo de entrada do maior parque temático da América Latina.

No Beto Carrero, período de aula é baixa temporada e, nessa época, o parque abre apenas de quinta-feira a domingo. Saímos de Pato Branco (PR) às 8 horas e chegamos a Penha (SC) por volta das 16 horas. No itinerário da viagem, a ideia era aproveitar o parque na quinta-feira (12), data do meu aniversário. Logo, não pagaria a entrada - que é grátis para quem está ficando mais velho no dia - e racharia o valor do ingresso de meu irmão. No entanto, para me presentear ele insistiu em pagar a dele sozinho.

Será um aniversário diferente, sem bolo, sem velas, sem aqueles zilhões de cumprimentos de parabéns (com abraços e tapinhas nas costas), mas terá muita adrenalina. Agora que podemos ver o parque da janela, não tem jeito, teremos de encarar a montanha-russa, o elevador e outros brinquedos radicais. E ficar de ponta-cabeça em vários deles, várias vezes, até cansar.

O melhor da quarta-feira, no entanto, não foi descobrir uma pensão tão bem localizada e com diária de R$ 30 por pessoa - para quarto duplo, com ar-condicionado e direito a café da manhã -, e sim a praia. Desde 2000, quando estive no Rio de Janeiro, não via o mar. No período, cruzei o oceano de avião, mas não provei da água salgada e não ouvi o incansável som das ondas.

Tímido, o sol estava encoberto por nuvens. Fazia calor e a água estava quente, convidativa para algumas braçadas. "Preciso dar um bicaço", disse para meu irmão. Ele não topou a ideia, assim, pulei sozinho bem mais de sete ondas. Tínhamos encontrado o mar a partir de uma vila de pescadores e, caminhando pela areia, chegamos à praia da Armação. Lá, quase sem ninguém à vista - além de um velhinhos jogando bocha de praia e de um pai e uma filha (bela a filha, horrível o pai) curtindo o mar -, tive meu reencontro com a água salgada (que fiz questão de provar, outra vez) depois de nove anos.

Por fim, com o chegar da noite, descansaríamos até a manhã seguinte. Era o que estava nos planos, até a mente brilhante de Eduardo cogitar um giro em Balneário Camboriú (SC), a pouco mais de meia hora de carro da pensão. Uma cidade com vida noturna intensa, calçadão beira-mar movimentado, inúmeras opções em bares e restaurantes... só isso já soava bem melhor do que uma cama de pensão. E assim terminou a quarta-feira. Para que a namorada de meu irmão (leitora assídua deste blog) durma sossegada, vale ressaltar que fomos comportadaos e retornamos cedo, bem cedo, para a pensão Duas Irmãs.
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Na foto superior, LF na praia da Armação. Na segunda foto, Edu próximo à pensão, com a entrada do Beto Carrero logo ao fundo.
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10 de fevereiro de 2009

Para marcar a mente e o coração

Dream Theater no som do carro, bagagem no porta-malas, máquina fotográfica sempre ao alcande das mãos, pneus calibrados, roteiro da viagem na cabeça - para ser feita sem pressa -, óculos escuros para dar um charme. Uma semana para marcar a mente e o coração.

Será na semana em que completo 28 anos a viagem que farei com meu irmão do meio (Eduardo, 26, que costumo chamar simplesmente de Piá), ambos de férias, para rachar o combustível, dar boas risadas juntos, compartilhar bons momentos. Uma viagem que um devia ao outro, desde sempre, e que será paga agora, em março.

Sem pais nem parentes nem amigos nem namoradas nem música sertaneja por perto, só irmãos de sangue - tipo A+ os dois, registre-se.

Uma viagem que valeria a pena mesmo se não tivesse rumo, se só chovesse, se faltasse gasolina no meio da estrada... mas os destinos a gente já tem em mente: Bombinhas, Florianópolis, Beto Carrero e Serra Gaúcha. Isso significa, em outras palavras, tostar a pele ao sol, cansar de caminhar nas dunas, ficar rouco de tanto gritar na montanha-russa e, sem cerimônia, beber (moderadamente, claro) onde se produz o melhor vinho do Brasil.

Perguntaram-me: "se o Ronaldo fizer o jogo de estreia em Presidente Prudente (a apenas 175 quilômetros de Maringá), você pretende ir até lá assistir". Sem pensar muito, respondi: "Não será possível, estarei acompanhado de alguém muito mais importante naquele dia (8 de março). E fazendo algo bem mais divertido".

As férias só podem ser melhores se o irmão caçula (João Paulo, 20, que eu chamo de Nanico e que o Eduardo chama de Magrão) conseguir folga no trabalho e, assim, confirmar presença. Vai ser demais. E DEMAIS, numa situação dessas, não é exagero.

Na foto: Piá, LF e Nanico com Dona Clacy e Seu Luiz. Clique nela para ampliar.