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21 de fevereiro de 2009
Vinte e tantos anos mais um
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É difícil ter sono antes das 2 horas, especialmente no mormaço de algumas noites, quando o vento parece fazer a curva quilômetros antes de chegar a Maringá. Em madrugadas assim, escrevo até encher os olhos de "areia" e, posso garantir, é daí que surgem os melhores textos - ou os piores (depende de quem lê).
Numa noite escaldante dessas, sem ânimo para as crônicas e os contos - e sem vinho em casa para criar ânimo -, gastei meia dúzia de horas na "perda de tempo mundial", o orkut. No final das contas, porém, foi produtivo.
Li e apaguei meu recados, bisbilhotei as fotos de meus cem amigos, quis saber quem seriam os dois novos loucos da internet (que se juntaram aos demais que se dizem meus fãs), postei duas ou três fotos e percebi que não tenho mais 100% de aproveitamento no campeonato. Agora, o orkut me diz que sou 90% confiável, 90% legal e 100% sexy. Sinal de que muita gente precisa se consultar com um oftalmologista urgentemente, e não sabe.
Só quando o sono deu as caras, notei que uma colega de trabalho estava de idade nova. Eis a grande serventia do orkut: lembrar os usuários da data de aniversário dos amigos. Quase precisando do auxílio de palitos para manter os olhos abertos, não deixei de desejar felicidades àquela que costumei chamar de OFFíssima. Escrevi cambaleando de sono, "pescando" em frente ao computador, mas marquei presença. Deu no que deu.
Foi uma minicrônica de feliz aniversário. A OFFíssima disse que gostou e, mais que isso, postou os parabéns no "quem sou eu" do orkut dela. De duas uma: ou ela também estava com muito sono quando fez isso ou tinha degustado algum fermentado de uva ou de cevada.
Eu escrevi e ela postou:
"Vanessa, talvez não se lembres, mas antes de você nascer Deus olhou para ti e disse: "desce lá e detona. Seja feliz e faça seus parentes e amigos igualmente felizes". Aí você respondeu: "ok, mas posso fazer isso tudo e, ainda, lutar capoeira?" O Todo Poderoso disse: "claro que sim, desde que você não se esqueça de enviar um cartão-postal para um colega chato de redação, que você vai conhecer lá pelos seus vinte e tantos anos, quando for ao Havaí".
Alegre e extrovertida, tu tens feito tudo o que combinou com o Altíssimo: fazes as pessoas ao teu redor mais felizes, sem se esquecer do dito postal da ilha de LOST. Por isso, no aniversário de teus vinte e tantos mais um, você merece os melhores parabéns".
Merece mesmo. Um Concha y Toro para brindar a saúde dela e de todos os meus amigos.
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É difícil ter sono antes das 2 horas, especialmente no mormaço de algumas noites, quando o vento parece fazer a curva quilômetros antes de chegar a Maringá. Em madrugadas assim, escrevo até encher os olhos de "areia" e, posso garantir, é daí que surgem os melhores textos - ou os piores (depende de quem lê).
Numa noite escaldante dessas, sem ânimo para as crônicas e os contos - e sem vinho em casa para criar ânimo -, gastei meia dúzia de horas na "perda de tempo mundial", o orkut. No final das contas, porém, foi produtivo.
Li e apaguei meu recados, bisbilhotei as fotos de meus cem amigos, quis saber quem seriam os dois novos loucos da internet (que se juntaram aos demais que se dizem meus fãs), postei duas ou três fotos e percebi que não tenho mais 100% de aproveitamento no campeonato. Agora, o orkut me diz que sou 90% confiável, 90% legal e 100% sexy. Sinal de que muita gente precisa se consultar com um oftalmologista urgentemente, e não sabe.
Só quando o sono deu as caras, notei que uma colega de trabalho estava de idade nova. Eis a grande serventia do orkut: lembrar os usuários da data de aniversário dos amigos. Quase precisando do auxílio de palitos para manter os olhos abertos, não deixei de desejar felicidades àquela que costumei chamar de OFFíssima. Escrevi cambaleando de sono, "pescando" em frente ao computador, mas marquei presença. Deu no que deu.
Foi uma minicrônica de feliz aniversário. A OFFíssima disse que gostou e, mais que isso, postou os parabéns no "quem sou eu" do orkut dela. De duas uma: ou ela também estava com muito sono quando fez isso ou tinha degustado algum fermentado de uva ou de cevada.
Eu escrevi e ela postou:
"Vanessa, talvez não se lembres, mas antes de você nascer Deus olhou para ti e disse: "desce lá e detona. Seja feliz e faça seus parentes e amigos igualmente felizes". Aí você respondeu: "ok, mas posso fazer isso tudo e, ainda, lutar capoeira?" O Todo Poderoso disse: "claro que sim, desde que você não se esqueça de enviar um cartão-postal para um colega chato de redação, que você vai conhecer lá pelos seus vinte e tantos anos, quando for ao Havaí".
Alegre e extrovertida, tu tens feito tudo o que combinou com o Altíssimo: fazes as pessoas ao teu redor mais felizes, sem se esquecer do dito postal da ilha de LOST. Por isso, no aniversário de teus vinte e tantos mais um, você merece os melhores parabéns".
Merece mesmo. Um Concha y Toro para brindar a saúde dela e de todos os meus amigos.
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12 de fevereiro de 2009
O universo hiper-realista de Gabriel T.
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Esta semana, uma amiga conhecida por alguns poucos como "OFFíssima" retornou ao trabalho, toda sorridente. Estava ela de férias, numa terra bem, bem distante: na ilha de LOST, aprendendo a surfar.
Não, a OFFíssima não estava no vôo 815 da Oceanic nem contracenou com Rodrigo Santoro, muito menos foi socorrida pelo doutor Jack Shephard. A colega repórter retornou, sim, de onde a famosa série foi gravada: Havaí (foto). Não sem antes, lá do meio do Oceano Pacífico, mais próximo do Japão do que dos Estados Unidos, enviar um cartão-postal endereçado ao amigo blogueiro (vai para a coleção).
O pessoal da redação é chique demais. Outra colega, a Traguetíssima - uma das maiores incentivadoras deste pobre blog - passou, sei lá, mais de uma semana em um cruzeiro pela costa brasileira. As férias de ambas me fizeram lembrar de um amigo que formou comigo a primeira dupla da Agência Experimental de Jornalismo da Faculdade de Pato Branco (Fadep), em 2002.
Loiro de cabelos cacheados, cerca de 1,80 metros de altura, Gabriel T. Comin - o 'T' é de um sobrenome polonês, daqueles com 20 consoantes para cada vogal - é um sonhador, culto e destemido, sujeito que no ditado popular: "mata a cobra e mostra o pau". Vou explicar.
Fui da primeira turma de Jornalismo da Fadep, o 20º acadêmico a receber o diploma da então nova instituição. Calouro da turma subsequente, Gabriel queria mais, queria ares mais cosmopolitas e menos provincianos. Dito e feito. Na metade final do curso, convenceu seus pais de que precisava se mudar para Curitiba, alegando que na capital do Estado teria mais oportunidades. Por lá, salvo engano, concluiu seus estudos em Jornalismo no final de 2005.
Gabriel se formou para, daí, aventurar-se em algo que eu gostaria de ter feito na época, e não fiz. O impulsivo estudante - que nos tempos de Fadep paquerou a belíssima filha do nobre diretor - guardou o canudo na estante para embarcar num cruzeiro, ou melhor, em vários.
Não foi a passeio. Sem grana como 99% dos estudantes recém-formados no Brasil, conseguiu descolar (por falar bem inglês e pela aparência a la Beckham) uma vaga de garçom em um grande navio. Enquanto os mais abastados desinchavam os bolsos no luxo do grande "barco", Gabriel ralava (a la operário chinês) não menos de dez horas por dia em um cruzeiro que, vejam só, tinha em seu itinerário os principais destinos turísticos do Mar Mediterrâneo. Dizem que ele chegou a enjoar do litoral da Espanha, da Itália, da França.
O rapaz natural de Coronel Vivida, uma pequena cidade do sudoeste do Paraná - onde os jovens mais "normais" parecem presos ao destino de se casar e passar a vida toda no mesmo emprego -, registrou a experiência em seu blog. No site, relembrou uma ocasião em que teve de pegar um avião até a ilha de Malta, de onde zarparia o navio. No voo, estraviaram a bagagem dele e, sem tempo de comprar o essencial, precisou de roupas emprestadas dos colegas garçons, inclusive de cuecas. Parece que a mala foi entregue alguns dias depois, só não sei se os amigos aceitaram as cuecas de volta.
Atualmente, Gabriel se define como "garçom de navio aposentado e jornalista nas horas vagas". Não sei por aonde ele anda, infelizmente, perdi contato. De qualquer forma, Gabriel deixou uma importante lição aos seus conhecidos e aos leitores de seu blog: os destemidos aproveitam melhor a vida do que os "normais" - e gastam menos dinheiro. Mesmo sem ter precisado de um boca-a-boca do dr. Shephard, OFFíssima (que já morou um ano nos Estados Unidos como intercambista) que o diga.
Errata!
O quinto parágrafo foi alterado onde mencionava que Gabriel se formou em Jornalismo na UFPR, enquanto na verdade ele se graduou na UnicenP (ver comentários). Agradeço a colega jornalista Aleta Dreves, professora universitária no Acre (e seguidora deste blog), pela correção.

Esta semana, uma amiga conhecida por alguns poucos como "OFFíssima" retornou ao trabalho, toda sorridente. Estava ela de férias, numa terra bem, bem distante: na ilha de LOST, aprendendo a surfar.
Não, a OFFíssima não estava no vôo 815 da Oceanic nem contracenou com Rodrigo Santoro, muito menos foi socorrida pelo doutor Jack Shephard. A colega repórter retornou, sim, de onde a famosa série foi gravada: Havaí (foto). Não sem antes, lá do meio do Oceano Pacífico, mais próximo do Japão do que dos Estados Unidos, enviar um cartão-postal endereçado ao amigo blogueiro (vai para a coleção).
O pessoal da redação é chique demais. Outra colega, a Traguetíssima - uma das maiores incentivadoras deste pobre blog - passou, sei lá, mais de uma semana em um cruzeiro pela costa brasileira. As férias de ambas me fizeram lembrar de um amigo que formou comigo a primeira dupla da Agência Experimental de Jornalismo da Faculdade de Pato Branco (Fadep), em 2002.
Loiro de cabelos cacheados, cerca de 1,80 metros de altura, Gabriel T. Comin - o 'T' é de um sobrenome polonês, daqueles com 20 consoantes para cada vogal - é um sonhador, culto e destemido, sujeito que no ditado popular: "mata a cobra e mostra o pau". Vou explicar.
Fui da primeira turma de Jornalismo da Fadep, o 20º acadêmico a receber o diploma da então nova instituição. Calouro da turma subsequente, Gabriel queria mais, queria ares mais cosmopolitas e menos provincianos. Dito e feito. Na metade final do curso, convenceu seus pais de que precisava se mudar para Curitiba, alegando que na capital do Estado teria mais oportunidades. Por lá, salvo engano, concluiu seus estudos em Jornalismo no final de 2005.
Gabriel se formou para, daí, aventurar-se em algo que eu gostaria de ter feito na época, e não fiz. O impulsivo estudante - que nos tempos de Fadep paquerou a belíssima filha do nobre diretor - guardou o canudo na estante para embarcar num cruzeiro, ou melhor, em vários.
Não foi a passeio. Sem grana como 99% dos estudantes recém-formados no Brasil, conseguiu descolar (por falar bem inglês e pela aparência a la Beckham) uma vaga de garçom em um grande navio. Enquanto os mais abastados desinchavam os bolsos no luxo do grande "barco", Gabriel ralava (a la operário chinês) não menos de dez horas por dia em um cruzeiro que, vejam só, tinha em seu itinerário os principais destinos turísticos do Mar Mediterrâneo. Dizem que ele chegou a enjoar do litoral da Espanha, da Itália, da França.
O rapaz natural de Coronel Vivida, uma pequena cidade do sudoeste do Paraná - onde os jovens mais "normais" parecem presos ao destino de se casar e passar a vida toda no mesmo emprego -, registrou a experiência em seu blog. No site, relembrou uma ocasião em que teve de pegar um avião até a ilha de Malta, de onde zarparia o navio. No voo, estraviaram a bagagem dele e, sem tempo de comprar o essencial, precisou de roupas emprestadas dos colegas garçons, inclusive de cuecas. Parece que a mala foi entregue alguns dias depois, só não sei se os amigos aceitaram as cuecas de volta.
Atualmente, Gabriel se define como "garçom de navio aposentado e jornalista nas horas vagas". Não sei por aonde ele anda, infelizmente, perdi contato. De qualquer forma, Gabriel deixou uma importante lição aos seus conhecidos e aos leitores de seu blog: os destemidos aproveitam melhor a vida do que os "normais" - e gastam menos dinheiro. Mesmo sem ter precisado de um boca-a-boca do dr. Shephard, OFFíssima (que já morou um ano nos Estados Unidos como intercambista) que o diga.
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O quinto parágrafo foi alterado onde mencionava que Gabriel se formou em Jornalismo na UFPR, enquanto na verdade ele se graduou na UnicenP (ver comentários). Agradeço a colega jornalista Aleta Dreves, professora universitária no Acre (e seguidora deste blog), pela correção.
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