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16 de julho de 2009

Para mim, sempre Nanico

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Perguntei a minha mãe
como é ter um filho a meses dos 30
e parecer jovem
como é ver o caçula se formar aos 21
e ainda assim parecer jovem

Diz o ditado que o tempo voa
o tempo eu nunca vi, nem caminhando nem voando
mas estou certo de que ele passa rápido
meus quase extintos cabelos
permitem-me ter essa convicção

Perguntei a meu irmão mais novo
como foi que cresceu sem que eu notasse
era Nanico no apelido e na estatura
como (e quando) foi que tornou impertinente o apelido
parece ter bebido boa dose de tempo

De repente é homem feito!
já tem diploma, emprego, currículo, notebook, ambições
já tem mais velas no bolo do que dedos para contá-las
já tem meninas de pele lisinha sonhando com ele
já tem sua "nega", que não se chama Tereza

Perguntei a mim mesmo
como pude ter me ausentado assim
como pude permitir ao tempo tamanha liberdade
mas o filho pródigo sempre volta para se lembrar
do quanto ama seu irmão, o Nanico
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11 de março de 2009

LF & Edu: pé na estrada

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Os amigos que vêm acompanhando o Blog do LF bem sabem do principal planejamento para minhas férias: uma viagem entre irmãos. Algo que desejava há tantos anos e que vai começar a se materializar nesta quarta-feira (11), ao amanhecer, quando LF e Eduardo pegarem a estrada.

Por sete ou oito dias vamos percorrer (de carro) primeiro o litoral catarinense - Bombinhas e praias vizinhas e também Florianópolis -, com direito a Beto Carrero. O destino seguinte será a serra gaúcha, com a possibilidade de uma rápida passagem pela "capital do mundo" - ou melhor, Porto Alegre - não sem antes visitar alguma vinícola em Bento Gonçalves (RS), além das convidativas Gramado e Canela.

Trata-se de uma viagem muito importante para mim - creio que para meu irmão do meio também. A diferença de um ano e meio na idade sempre nos fez ser muito próximos. Frequentávamos as mesmas escolas, participávamos juntos do grupo de juvenis da igreja (Metodista), jogávamos no mesmo time amador de futsal, sentávamos no meio-fio em frente de casa para ver as meninas bonitas do bairro passar... mas nunca fizemos uma viagem juntos, apenas os dois.

O momento tão esperado chegou. Talvez por isso tudo, na véspera da viagem estava tão ansioso quanto na ocasião do embarque à Alemanha, em setembro de 2006. Estava em demasia inquieto, agitação que só passou com um chá de alguma coisa que dona Clacy preparou para eu beber.

Uma prévia do que faríamos por estes dias demos na segunda-feira (9). Ele e nossa mãe viajariam a Dionísio Cerqueira (SC) para tirar o passaporte - Edu e dona Clacy querem conhecer Portugal - e me convidaram para ir junto e aproveitar a ocasião para fazer umas compras na Argentina. Fomos, compramos (eu, vinhos), conversamos (muito), rimos, voltamos. Trouxe de lá uma peculiar mostarda argentina, com mel e pimenta, para meu irmão mais novo (João Paulo) - que não pôde ir.

O JP é formando em Publicidade & Propaganda e, estagiário, está empenhado no emprego para ser contratado - o que deve ocorrer pelos próximos dias. Competente, vai atingir o objetivo. Por isso não pôde ir à Argentina, por isso não viajará junto ao litoral catarinense e à serra gaúcha. Felizmente, tive a companhia dele na viagem à casa de meus pais no alagado (lago, barragem) do Iguaçu, no primeiro fim de semana após o início de minhas férias, em 2 de março.

A verdade é que já deveria estar dormindo para, o mais descansado possível, iniciar com as baterias recarregadas essa viagem que considero tão importante. Contudo, não resisti a uma última postagem antes de pôr o pé na estrada. Terminei de aprontar as malas e corri escrever. A intenção é publicar um texto ao fim de cada dia dessa viagem, por isso registro aqui o convite para que os amigos leitores acessem o Blog do LF e comentem as postagens. E que Deus abençõe a todos.
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Na primeira foto mãe e filhos na fronteira entre Brasil e Argentina; na segunda foto LF esperando o sol nascer, no alagado do Iguaçu.
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10 de fevereiro de 2009

Para marcar a mente e o coração

Dream Theater no som do carro, bagagem no porta-malas, máquina fotográfica sempre ao alcande das mãos, pneus calibrados, roteiro da viagem na cabeça - para ser feita sem pressa -, óculos escuros para dar um charme. Uma semana para marcar a mente e o coração.

Será na semana em que completo 28 anos a viagem que farei com meu irmão do meio (Eduardo, 26, que costumo chamar simplesmente de Piá), ambos de férias, para rachar o combustível, dar boas risadas juntos, compartilhar bons momentos. Uma viagem que um devia ao outro, desde sempre, e que será paga agora, em março.

Sem pais nem parentes nem amigos nem namoradas nem música sertaneja por perto, só irmãos de sangue - tipo A+ os dois, registre-se.

Uma viagem que valeria a pena mesmo se não tivesse rumo, se só chovesse, se faltasse gasolina no meio da estrada... mas os destinos a gente já tem em mente: Bombinhas, Florianópolis, Beto Carrero e Serra Gaúcha. Isso significa, em outras palavras, tostar a pele ao sol, cansar de caminhar nas dunas, ficar rouco de tanto gritar na montanha-russa e, sem cerimônia, beber (moderadamente, claro) onde se produz o melhor vinho do Brasil.

Perguntaram-me: "se o Ronaldo fizer o jogo de estreia em Presidente Prudente (a apenas 175 quilômetros de Maringá), você pretende ir até lá assistir". Sem pensar muito, respondi: "Não será possível, estarei acompanhado de alguém muito mais importante naquele dia (8 de março). E fazendo algo bem mais divertido".

As férias só podem ser melhores se o irmão caçula (João Paulo, 20, que eu chamo de Nanico e que o Eduardo chama de Magrão) conseguir folga no trabalho e, assim, confirmar presença. Vai ser demais. E DEMAIS, numa situação dessas, não é exagero.

Na foto: Piá, LF e Nanico com Dona Clacy e Seu Luiz. Clique nela para ampliar.