"E aí Sudoeste", exclamou a colega repórter Juliana Daibert, com um abraço gostoso, depois de passar um mês longe da redação de O Diário, em férias - rodando esse Brasil de moto com o marido. Depois que ela descobriu que Pato Branco se autointitula a capital do Sudoeste do Paraná, é assim que ela me chama, sempre enfatizando o E para zoar do sotaque pato-branquense.
Daibert fez falta na redação de O Diário, não apenas pelo fato de ser a repórter setorista de saúde - e escrever com propriedade ímpar sobre o assunto -, mas pela paz de espírito que ela transmite. Trata-se de uma pessoa do bem, isenta de falsidade e leal a seus princípios. Sempre que preciso espairecer, ou desabafar sobre um entrevistado que me tirou do sério, corro na mesa dela trocar meia dúzia de palavras. E por lá, volta e meia, encontro torradinhas com mel.
Vou lhes contar quem é Daibert.
Passei maus bocados no final do primeiro semestre de 2008, na ocasião da minha separação. Sem condições psicológicas para o trabalho, desabafei com o ex-chefe de reportagem de O Diário, Rodrigo Parra, e dele recebi todo o apoio - como se fosse vindo de um irmão mais velho. Fiquei alguns dias sem ir ao jornal e sem falar com mais ninguém a respeito.
Estava em casa, reflexivo, solitário, quando recebi um telefonema de Daibert, que queria saber se eu estava bem e se precisava de alguma coisa. A demonstração de coleguismo foi importante naquele momento de dificuldade e, penso, talvez ela nem saiba disso. Depois de Parra, ela foi a primeira pessoa (fora a família) a quem contei meus problemas. Não tenho irmãs (e sim dois irmãos, mais novos), mas se tivesse gostaria que fosse da mesma "madeira" de Daibert.
Muitos a admiram e clamam a presença dela no orkut, rede de relacionamento que gosto de definir como "a perda de tempo mundial". Contudo, a jornalista que chegou a pegar os tempos da máquina de escrever nas redações, reluta contra o avanço das coisas virtuais. Certo é que Daibert terá de ceder, cedo ou tarde. E na campanha para que isso aconteça, criei a comunidade "Um orkut para Daibert". Não era dono de nenhuma comunidade, nem queria ser, mas para ter Daibert como amiga, também no orkut, tive de abrir uma exceção.
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Daibert em dois momentos na confraternização de fim de ano de O Diário: com o "Sudoeste" e com algumas das meninas da redação.
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