3 de dezembro de 2008

A alma do negócio

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"A propaganda é a alma do negócio". É difícil encontrar alguém que ainda não tenha ouvido essa expressão. Mas será que é mesmo? Bom, por via das dúvidas e com exceção do fabricante da 'milagrosa' pomada Minancora, ninguém ousa deixar a propaganda de lado.

Mesmo quem vende pela internet produtos, idéias e serviços investe pesado em anúncios. Em alguns casos, o 'pesado' significa gastar uma boa grana com a divulgação do negócio. Em outras situações 'pesado' quer dizer que o responsável pela propaganda pegou pesado literalmente, ferindo de morte o estômago do cliente. No clássico popular: "viajou na maionese".

Buscando sugestões de pauta para o jornal onde trabalho, acabei lendo sobre as possibilidades de ganhar dinheiro na grande rede virtual. Há mecanismos sérios, como o Adsense do Google, mas há muita pilantragem. Num site qualquer, que prefiro não passar o link, deparei-me com o esforço de um cidadão na venda de um daqueles (duvidosos) negócios em que a pessoa não precisa sair de casa para ganhar dinheiro.

Conheçam a "alma do negócio":

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BENEFÍCIOS DE GANHAR NA INTERNET

* Um belo dia você vai dar um chute na bunda do seu chefe.
* Você terá tempo livre, irá se divertir, irá viver a vida, visitar amigos, tomar um café no vizinho, tirar um dia de lazer, fazer exercícios, enfim, fazer o que quiser, enquanto seus negócios não param de trabalhar para você 24 h ao dia, 7 dias por semana.
* Se você namora, terá mais tempo para ficar com quem mais ama.
* Poderá prover de liberdade total sobre todas as coisas. Pergunte a alguém que teve sucesso na internet, se a vida não é uma beleza?
* Poderá viajar quando quiser, conhecer as maravilhas desse universo.
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O sujeito lembrou até do cafezinho no vizinho. Um ás da propaganda! Detalhe, no "mundo cão" da internet, até a antiguíssima Minancora tem site!
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Esperando alguém especial

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Cresci em Pato Branco, onde ainda vive a maioria de meus familiares, mas precisei morar fora do Estado e também do País para, hoje, perceber que meu lugar é o Paraná. E Maringá teve papel fundamental nessa (re)descoberta. Tem muitos problemas para resolver - que município brasileiro não tem -, mas é para mim a cidade mais bela do Paraná.

Quando cursava o 2º grau no Cefet de Pato Branco, ouvia meu irmão do meio falar que gostaria de morar em Maringá, sentença repetida por ele dezenas de vezes. Suspeito que ele tenha, no passado, conhecido uma das incontáveis belas maringaenses e aí cismou que moraria por aqui. Contudo, foi o sortudo aqui quem teve o prazer de parar nessa encantadora cidade.

Como sei que meu irmão ainda mantém certa admiração por Maringá, e querendo que ele venha me visitar antes do final do ano, resolvi apelar. Aí, nada melhor que uma imagem da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, enfeitada como de costume para o natal, para trazê-lo a Maringá.

Só espero que ele veja essa postagem. A bela foto é do colega de redação Rafael Silva, um fotógrafo meio pirado, porém, muito gente boa.
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2 de dezembro de 2008

Deu em O Diário

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Na postagem uma reportagem e um colega para não se esquecer jamais, a matéria em Cambé se deu em 11 de julho de 2007, com manchete de capa na edição dia seguinte, em O Diário.

O relato do trágico acidente saiu na página A6. No box 'parentes tomados pela emoção', foto de Henri Jr.
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Fusca para todos, até para loucos

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Sou um daqueles caras que tem um Volkswagen Fusca em ótimo estado e que, volta e meia, se obriga a responder: "não, não está à venda". Invisível aos olhos da maioria das mulheres (especialmente das mais jovens), o Fusca ainda seduz o público masculino.

Homens gostam de um Fusca bem conservado, mesmo que seja só para dar uma volta no final de semana. É, para muitos, como uma mulher experiente, em forma e com tudo em cima aos 35, aos 40 anos. Só que, normalmente, um Fusca dá menos despesa que uma mulher.

E na paixão pelo carro mais amado do Brasil, há quem extrapole. Uma rápida pesquisa no Google imagens deixa claro que o Fusca é amado por todos, até pelos loucos.


A la Greenpeace, "ambientalmente" correto


Quem disse que carro não voa, tem Fusca que voa!


Fusca off road... adeus atoleiro


O dono garante que funciona, loucura

Enfim, o Sólido: meu VW Fusca 1975, em ótimo estado - por dentro e por fora! Se mulheres gostasse de Fusca, ganharia alguns pontos.
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Papai Noel existe

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Tinha de cinco para seis anos de idade quando descobri, por culpa de uma barba postiça, que o Papai Noel era uma farsa! Num natal em família, avós, tios, parentes próximos, amigos de meus pais (que não tinham com quem passar a data), criançada reunida. Lembro-me muito pouco daqueles tempos, mas do Papai Noel moreno, magrelo e que ficava tirando com minha cara, recordo-me muito bem.

Meus pais queriam um natal especial, inclusive para as crianças. Isso demandava a figura do Papai Noel, incumbência que coube a meu primo Joce, um cara extrovertido que hoje mora na praia de Bombinhas, em Santa Catarina - pasmem e xinguem: ainda não fui visitá-lo. Só que de tão extrovertido, deu bandeira e logo descobri a identidade secreta do bom velhinho, já não tão bom assim. Nem o presente, um aviãozinho de metal que atirava 'mísseis' de plástico, alegrou-me. Relatei tudo a meu irmão (um ano e meio mais novo), com a devida urgência, porém, ele preferiu acreditar que de fato havia renas e que o cara de roupas vermelho e branco tinha vindo de trenó da Finlândia.

Passados 12 anos, um sentimento especial, de satisfação por ajudar o próximo, mostrou-me que o simpático barrigudo de barba branca não precisa existir, literalmente, para de fato existir. Na redação de O Diário, nosso pinheiro de natal tem, em meio a belos enfeites, cartinhas de crianças carentes que ainda acreditam em Papai Noel. E, para ao menos uma delas, decidi sê-lo.

A iniciativa é dos Correios, conforme relatou a matéria do colega Thiago Ramari: Correios esperam 8 mil cartas para o Papai Noel. E a realização do imaginário de tantos pequeninos é do Papai Noel que cada um de nós, um pouco mais afortunados, pode ser.

Li algumas cartinhas e uma, em especial, encantou-me. A pequena Stefani pediu um relógio de pulso e uma bola (julgo que, por ser menina, seja de vôlei). "Querido Papai Noel, obrigado pelos presentes que o senhor me deu. Agradeço muito. Perdoe-me pelos erros que eu fiz", escreveu a pequena, com letras tremidas e caligrafia esforçada. "Muitas crianças não acreditam em Papai Noel, mas eu acredito", disse - e notei que foi com sinceridade.

Foi algo que me alegrou na correria da redação. E sabe, Stefani faz bem em acreditar. Papai Noel existe, pelo menos para ela, neste natal, garanto que vai existir. E sugiro que os amigos procurem uma agência dos Correios para que o bom velhinho seja realidade para outras tantas crianças carentes.
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1 de dezembro de 2008

Um colega para não se esquecer

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Ocorre-me que o fato a seguir se deu em julho de 2007 (ou época próxima disso). Cinco de uma mesma família, que viajavam espremidos num Fusca, morreram em um trágico acidente em rodovia próximo a Londrina. O então chefe de reportagem de O Diário, Rodrigo Parra, levantou a cabeça, mirou em minha direção e disparou: "vai lá, e não volte sem um bom relato sobre o sentimento de dor daquela família".

A adrenalina disparou. Estava em minha semana probatória - a qual todo repórter de O Diário costuma ser submetido antes de ser contratado -, e temi que aquela matéria colocasse tudo a perder. Era o penúltimo dia no frila de uma semana (depois retornaria a Pato Branco), era o momento de "matar a cobra e mostrar o pau". E com uma ajuda única e especial, tudo deu certo.

O velório ocorria em Cambé, Região Metropolitana de Londrina, e para lá rumei na companhia do fotógrafo Henry Jr. Logo na chegada, ao estacionar o carro, antes de desembarcar, sentimos que a parada não seria fácil. Parentes das vítimas soltavam faíscas pelos olhos em nossa direção, pareciam ofendidos com a presença da imprensa e, acuados, não queriam que ficássemos. "Não tem nada para vocês aqui", gritou alguém, da casa onde velavam os mortos.

A morte foi causada por um estudante que, retornando (supostamente "mamado") da balada, após prestar vestibular na Universidade Estadual de Maringá (UEM), perdeu o controle de sua S-10 e atingiu o pequeno Fusca. Com o estudante, apenas algumas escoriações.

Ao descer do carro, Henri Jr. disse: "distrai o cara (aquele um, zangado), enquanto eu faço as fotos. Você pode inventar uma declaração, se quiser, mas eu não posso sair daqui sem uma foto", declarou, já calibrando a objetiva ideal para o momento. Foi o que aconteceu: ouvia horrores de um parente transtornado, que não queria dar entrevistas, enquanto o nobre colega adentrava de fininho na residência, sob olhares de desaprovação.

Foi uma reportagem delicada, quase apanhamos e o carro de O Diário por pouco não foi apedrejado, o que não ocorreu porque a presidente de bairro, com quem já havíamos conversado por telefone, contornou a situação em nosso favor. Henri Jr. voltou com as fotos e eu com a triste história. O mesmo sujeito que queria descer o braço na dupla entendeu que a publicação poderia pesar contra o jovem imprudente da S-10.

Da última vez que falei com Henri Jr., por telefone, quando ele já lutava contra o câncer, disse a ele sobre como sua astúcia e coragem foram fundamentais para que retornássemos de Cambé com a pauta cumprida. A matéria foi manchete da edição seguinte, e só o foi por causa do saudoso amigo. Sozinho, certamente teria apanhado e voltado sem as necessárias entrevistas, com os parentes das vítimas.

Nunca questionei Parra e Wilson Marini - o editor-chefe naquela época - se aquela matéria, em especial, pesou em favor de minha contratação. Tenho comigo que sim, por isso a última coisa que falei a Henri Jr. foi uma frase de agradecimento: "muito obrigado por aquele dia em Cambé". Ele sorriu e, em novembro deste ano, partiu deste mundo de reportagens muito loucas.

No jornal celestial, o mais lido entre os anjos, as fotos de Henri Jr. certamente estão ganhando a capa de todas as edições.
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28 de novembro de 2008

Imagens da Groenlândia

Para curtir enquanto o blog não fica pronto. Não se estresse, logo ficará pronto!


Urso polar... nada como um aconchegante tapete de neve!


Vista do centro de Nuuk, a capital da Groenlândia, durante o verão.


Por lá, geleiras eternas...


... e muito frio no inverno.


Em uma cidade do interior: a Groênlândia só tem 58 mil habitantes.