5 de junho de 2013

Dez bons hábitos para preservar o meio ambiente

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 junho, despertei pela manhã pensando em algo especial para escrever nessa data. Recordei-me das lições recebidas – de meus pais, professores, amigos, colegas jornalistas e ambientalistas –, ao longo da vida, sobre como agir para ajudar na preservação do meio ambiente.

Há muito o que fazer se quisermos preservar as belas riquezas naturais, que ainda temos hoje, para as futuras gerações. Se cada um fizer um pouco, considerando que a união faz a força, vai dar certo! Do pouco que aprendi sobre preservação do meio ambiente, separei dez bons hábitos que podem fazer a diferença nas nossas vidas e no meio em que vivemos.

#1 Abandonar as sacolinhas plásticas do supermercado – use sacolas de pano, de preferência;
#2 Fechar a torneira enquanto escova os dentes;
#3 Tomar café, no escritório, em sua própria caneca. O cafezinho fica mais gostoso em recipientes de vidro ou porcelana do que nos copinhos de plástico... e o meio ambiente agradece;
#4 Digitalizar documentos e imprimir só o que for extremamente necessário; 
 #5 Utilizar papel reciclado. É um pouco mais caro do que o papel branco, mais nenhuma árvore teve de ser derrubada para produzi-lo.
#6 Abastecer o carro flex com etanol (álcool). Combustíveis fósseis como o petróleo (de onde vem a gasolina) são mais nocivos à natureza do que os biocombustíveis; 
#7 Preferir o transporte coletivo ao individual. Se os ônibus (ou metrô) de sua cidade são ruins e a tarifa é cara, lute para que a situação melhore. E se não melhorar, na próxima eleição, não vote no mesmo candidato;
#8 Comprar uma bicicleta para ir ao trabalho ou à escola pedalando. O menos poluente entre os combustíveis é a "banha";
#9 Trocar o automóvel motor 2.0 ou superior por um modelo mais econômico. Se é fundamental ter um carro (não dá para levar a "mina" para jantar de bicicleta, não é mesmo?), escolha um que consuma menos combustível;
#10 Contribuir financeiramente com ONGs que trabalham na proteção e preservação da natureza. Se estiver faltando dinheiro, ao menos compartilhe nas redes sociais essas dicas. Vai que um milionário leia a postagem depois de você.
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26 de fevereiro de 2013

Amigo de Fé

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Já se passaram quase duas décadas desde a época que o irmão do meio dos três filhos de Dona Clacy costumava dizer que, quando fosse adulto, moraria em Maringá, a cidade mais arborizada e encantadora do Paraná. Terra onde tudo que se planta dá, cidade daquela catedral em formato de cone, de belas moças, bom clima e gente acolhedora. Mas Deus tinha outros planos para os três irmãos.

O do meio permaneceu na cidade natal de seus pais. Foram o primogênito e o caçula de Dona Clacy a desembarcar em Maringá. Primeiro o mais velho, dois anos mais tarde o caçula. Dividiram apartamento e viveram bons momentos juntos. Foram um para o outro o mais certo das horas incertas, sempre com “palavras de força, de fé e de carinho”, como já dizia Roberto Carlos em uma de suas canções mais famosas.

O mais velho da história, já careca aos trinta e poucos, é este que vos escreve. Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que meu irmão mais novo, semanas depois de terminar a faculdade de Publicidade lá no outro lado do Estado, chegou a Maringá em busca de melhores oportunidades na profissão. Depois daquilo e até então, vivi o que considero a melhor fase da minha vida. Ninguém deveria ser filho único, porque um irmão é uma das maiores bênçãos que alguém pode ter.

Não é preciso ter um milhão de amigos. A presença de quem se ama, do irmão sempre por perto, na maioria das vezes mais do que basta. Nos bons momentos, a felicidade conseguia ser plena, mesmo que fosse nas coisas mais pequenas, como nas noites de queijo e vinho antes dos combates da madrugada, na TV; na preocupação quando o outro estava doente; nas partidas de basquete na tabela vergonhosamente mal conservada da Vila Olímpica; no boteco de chope com colarinho e espetinho barato; nas partidas de futebol ou de Street Fighter no videogame, que eu sempre perdia, mas gostava de alardear que ganhava.

Depois de três anos juntos, meu brother, por quem sempre tive aquele sentimento de responsabilidade típico de irmão mais velho, partiu para uma nova caminhada. Provou mais uma vez que é um grande guerreiro. Sem emprego ou lugar certo para morar, mudou-se para Buenos Aires para um ano de estudos. Na certeza de que alguma portenha há de conquistar seu coração, penso que o jovem publicitário ficará na Argentina por bem mais que onze ou doze meses.

Na primeira noite após sua partida, a sensação foi de nó na garganta. Um sentimento difícil de explicar. Para fazê-lo, precisaria de ao menos um farelo do talento de Hemingway ou de Shakespeare. Sei que meu irmão João Paulo, a quem ajudei minha mãe na escolha do nome, não é um grande fã de Roberto Carlos, mas foi em uma canção do rei - ou melhor, uma verdadeira poesia do rei e de seu amigo Erasmo Carlos - que encontrei as palavras certas para expressar o que sinto.

“Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que você é meu amigo. Não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber que eu tenho um grande amigo.” Irmão e grande amigo. Benditas sejam as amizades eternas!
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8 de fevereiro de 2013

Boa Viagem

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Era para ser mais uma sexta-feira de verão. Em Maringá, normalmente, isso significa calor e temperaturas máximas acima de 30 graus, ótimo para quem está na praia e péssimo para quem não tem ar-condicionado no escritório. Ainda bem, o que era para ser não foi. Fez frio!

Aquela manhã começou com cara de chuva e clima ameno. Ótimo para um café bem quente e um pão com chimia. Acordei cedo, com tempo de alguma leitura antes de partir para o trabalho. "Será que tem revista para mim na portaria", pensei. Desci na recepção do prédio para conferir e aproveitei para levar algumas sacolas de lixo. Deixei a água fervendo para passar o café. Um dia fresquinho daqueles merecia algo melhor que um mero solúvel.

Na portaria, nenhuma revista, mas uma grata novidade. O carteiro havia entregado um cartão postal de uma amiga viajante, jornalista, ex-colega de redação no maior jornal da cidade. De sorriso ímpar, por sorte, era minha vizinha de mesa. No jornal, eu costumava pegar pautas de política e ela, de assuntos mais honestos. Às vezes, flagrava-me olhando para a bela jornalista. Quando se trabalha por longas horas e sucessivos dias diante do computador, colírio se faz necessário.

Depois de encher o coração dos maringaenses de saudades, numa despedida sem alardes, Cristiane ganhou o mundo. Morou em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e sei lá onde mais. Quase a perdemos para Londres. Por fim, descobri no postal, estava ela em Recife. Logo imaginei as praias, a boa comida, gente receptiva e tantas paisagens de tirar o fôlego. É o que eu vejo nas fotos de amigos, nas revistas e na TV, já que, por infortúnio, nunca estive no Nordeste do País.

"Estou adorando Pernambuco! Recife tem um vento bom que balança os cabelos e faz a gente pensar na vida", escreveu a amiga, de cabelo longos, pretos e lisos. Fã de Chico Buarque, moça de bom gosto, fina e ao mesmo tempo simples. Tanto é que certa vez, já faz alguns bons anos, convidei-a para sair comer um "dógão" desses de esquina, com direito a molho de maionese temperado com ervas, e tubaína para acompanhar. E ela topou sem titubear. Recordar bons tempos do passado nos faz revigorar a alma.

Para um colecionador de postais, aquela correspondência foi um deleite. Na foto, Boa Viagem, a praia urbana mais famosa e badalada da capital pernambucana. Li que são quase sete quilômetros de extensão, de areia dourada e convidativa, com parte da costa protegida por uma barreira de recifes, responsável pela formação de belas piscinas naturais.

Entre goles de café e mordiscadas no pão com chimia, li e reli o postal. Apanhei um alfinete e marquei Recife no mapa-múndi que tenho na parede da sala. No quadro estão marcados todos os lugares de onde amigos me enviaram postais. Isso inclui destinos exóticos como as capitais Honolulu, do Havaí, e Nuuk, da Groenlândia. Como decoração, combinou com a bicicleta que tenho na parede.

Com a alma e o estômago alimentados, parti para o trabalho, sem blusa, para aproveitar o clima ameno. Como postais não anunciam detalhes do remetente, terei de descobrir por outros meios o endereço para retribuir, com outro postal, essa pequena lembrança que tornou um dia cinzento muito mais agradável.

E antes que me perguntem o que é "dógão" e chimia, digo-lhes que o primeiro, também conhecido como cachorrão, é o lanche típico de Maringá, um tipo de cachorro quente prensado que nenhuma outra cidade no mundo sabe fazer melhor. Nessa bela cidade arborizada, Big Mac é para os fracos. O segundo é o nome gaúcho, aportuguesado de schmier em alemão, para doce ou geleia de passar no pão. Detalhe, nossa schmier é doce e a dos alemães, salgada e preparada com queijo (Shimierkasse).
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1 de novembro de 2012

In memoriam

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Primeiro de novembro, véspera de Finados. Primeiro dia de uma eternidade sem a Livraria Espaço Maringá Park, que fechou as portas após liquidação relâmpago – tão relâmpago que, quando cheguei, Hemingway já tinha "ido embora" – de seu acervo de livros. Um fim sem cerimônias e com boa dose de lamentação dos viciados em café que, agora, sentem-se órfãos nessa cidade sem grandes opções em cafeterias.


Tudo bem que a qualidade no atendimento por lá, talvez por conta do fechamento que estava por vir, havia decaído muito. O pedido demorava a chegar, os músicos contratados não tocavam mais Pink Floyd, as atendentes já não tinham os mesmos olhos e pareciam menos apetitosas. Nesse caso, referindo-me às tortas, inclusive à alemã, minha preferida.

Saudades. Arrependo-me das tantas vezes que, por conta do atendimento, troquei a melhor cafeteria da cidade pelo "méque-café" do andar de cima. Sem comentários. Não se pode comparar um prato de feijoada a qualquer sanduíche com gosto de plástico ou um bom vinho a uma latinha de cerveja. No hemisfério dos cafés, o ambiente faz parte de um todo que, em Maringá, só a Livraria Espaço tinha.

Perguntei-me uma dúzia de vezes: onde os aficionados por café degustarão um bom expresso, lendo algum livro e ouvindo música instrumental ao vivo? É nessas horas que os adeptos de um expresso sem pressa percebem a grande diferença entre morar na capital e no interior. Em Maringá, não há uma alternativa ao espaço que acaba de fechar as portas. Dizem que no local será inaugurada uma grande rede de livrarias, dessas que têm livros demais e café de menos.

Sentia-me tão à vontade naquele café que de minha última centena de crônicas, penso que um terço foram escritas de lá. Escolhia sempre a mesa de canto, ao lado dos vidros temperados com vista para o Parque do Ingá. Nos tempos de solteiro, um olho focava nos manuscritos outro, nos "violões". O local sempre foi bem frequentado. E o expresso de lá sempre agradou.


PS.: foto de Andye Iore.


10 de agosto de 2012

Viajar é preciso

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Em plena sexta-feira, cansado de uma longa semana de jornada dupla de trabalho, o jornalista se depara com uma interessante mensagem, publicada no perfil de uma amiga, no Facebook. Dizia a mensagem: "Quer ser feliz. Não compre mais coisas... vá viajar". Foi inevitável, a ele, recordar das últimas férias e também do que lhe disse um conhecido, quando soube do destino escolhido para seu mês de descanso.


— África do Sul?
— Sim.
— E vai fazer o que lá?
— Estudar inglês, num intercâmbio na Cidade do Cabo  —  respondeu o jornalista, para ouvir do conhecido uma gozação a la Fernando Collor de Melo, o "caçador de marajás".
— Hummmmm, tá virando marajá então!
— Marajá nada. Nem som no meu carro 1.0 eu tenho.

Além de ser um destino paradisíaco, a Cidade do Cabo – em inglês, Cape Town – tem custo de vida menor do que outros destinos mais conhecidos para intercâmbio de inglês, como Londres e Nova York, por exemplo. E as passagens de avião para a África do Sul saem mais em conta do que para a os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e outros destinos onde é possível estudar a língua de Shakespeare.

O jornalista tentou explicar ao fanfarrão que estudar inglês no exterior não é mais uma opção reservada à burguesia. Economizando um pouco por mês, até repórter pode. Ambos riram, pois o conhecido também é jornalista e sabe que, na profissão, ganhar um bom salário é para William Bonner e alguns poucos. E a conversa prosseguiu.

— E você, para aonde vai nas férias.
— Não vou viajar. Comprei um videogame e um televisor de tela plana e vou aproveitar.
— Mas nem uma viagem curta, de uma semana?
— Não. Tenho de economizar para pagar as contas  —  respondeu o conhecido, referindo-se às prestações dos aparelhos eletrônicos recém-adquiridos. E do último gole de café, que regava a conversa, ambos retornaram para seus afazeres na redação.

Passados alguns dias, horas antes do embarque para o outro lado do Atlântico, para um mês longe dos problemas, o jornalista conferiu as malas e os documentos. Na mania de sempre, tirou tudo da tomada. Um dia de tempestade poderia queimar seu televisor 21 polegadas, do tipo tela-tubo-de-imagem-nada-plana, e seu aparelho paraguaio de DVD. Seria uma lástima ter de gastar com uma TV nova o dinheiro que ele já guardava para as férias seguintes, quiçá, no Canadá.

Publicado também por Infomacaiba.
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15 de junho de 2012

L'automne

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Automne. Foi minha resposta na aula da francês à pergunta do professor sobre les saisons de l'année. Uma opção que gerou olhares duvidosos, como se os colegas pensassem: "sujeito metido; garanto que prefere o verão". Afirmar que gosta mais do outono do que das outras estações do ano é quase tão inusitado quanto dizer que prefere refrigerante de uva quando todos os demais do grupo terão respondido "coca" ou "guaraná".

O outono costuma ser associado ao cinza. E não há dúvida: qualquer outra cor é mais bela do que essa. E logo surgem os argumentos pró-verão: sol, corpos bronzeados, mulheres de biquíni, cerveja gelada, bermudão, churrasco à beira da piscina. E pró-primavera: flores, muitas cores, a vida que renasce, academias lotadas. E também pró-inverno: lareira, cobertor quentinho, a elegância das roupas de frio, a paisagem com geada, a neve.

Mas a desprezada estação, que no hemisfério sul vai de 20 de março a 20 ou 21 de junho, tem seus encantos. No Brasil, é época das festas juninas e do quentão com gemada – que os maringaenses odeiam, mas que não pode faltar lá em Pato Branco. Nos Estados do Sul, é tempo de pinhão, o fruto da araucária, símbolo do Paraná. Só de escrever a respeito deu água na boca.

Em regiões de clima subtropical, o frio do outono é suficiente para espantar os insetos, inclusive o infame mosquito da dengue, mas passa longe do ar gelado de trincar os ossos, do inverno. Não tem flores, mas também não tem pólen nem alergia nem espirros que custam a cessar. E o barulho das folhas a cair, no instante em que tocam o chão, tem um mágico poder anti-stress quando escutado sem pressa.

No hemisfério norte esse fenômeno é ainda mais deslumbrante. Por lá, as folhas passam por uma metamorfose de várias cores antes de despirem as árvores. O encanto é tamanho que o símbolo de uma folha  de bordo ilustra a bandeira canadense. E quando o céu não é de brigadeiro – de um belo azul como o dos olhos de minha namorada –, o dia pode amanhecer tomado por neblina. Um terror para quem tem voo programado. Um deleite para quem ama o clima de serra, do vinho a dois defronte a lareira, e não vê a hora de tirar férias para ir às montanhas outra vez.

Poucas coisas se comparam ao mar e outono não é a melhor época para ir à praia. Contudo, para quem vive em Maringá ou qualquer outra cidade distante seis horas ou mais de viagem da praia mais próxima, a magia do quebrar das ondas não serve de argumento para desqualificar o outono. Se um dia eu morar em Florianópolis, aí sim, talvez prefira o verão.
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29 de fevereiro de 2012

As sete vidas de Kanu

#microconto

I
Dona Clacy, minha mãe, liga desesperada, lá de Pato Branco, com péssimas notícias. Kanu, o gatinho preto que eu lhe dera no Natal, havia sido envevenado.

II
Lá pelo meio-dia, o corpo do felino amolece e começa a esfriar. O bravo Kanu, elétrico, sempre disposto a uma boa brincadeira, parecia dar seus últimos suspiros.

III
Kanu desfalece. Às lágrimas, Dona Clacy massageia o peito do gatinho, dizendo: "não morre, não morre". Os segundos se passavam e o felino não reage.

IV
Por acaso ou por ação divina, o coraçãozinho do bichano, de apenas cinco meses de vida, volta a bater. Há esperança no lar de Kanu, o pequeno caçador.

V
À noite, um novo telefonema. É Dona Clacy, com boas notícias. Kanu se recupera bem, mas lentamente.

VI
Em minhas preces, peço a Deus para que aqueles que envenenam animais possam por engano, algum dia, provar do próprio veneno. Algumas pessoas não merecem vida longa.

VII
Uma semana depois, novo relatório "médico". O Kanu sobrevive sem sequelas e retorna, inclusive, à sua atividade favorita: caçar baratas no bueiro.

VIII
O gatinho preto perdeu seis de suas setes vidas, mas a última delas, posso apostar, será bem longa. Ainda mastigará muitas baratas e, no futuro, conquistará várias gatinhas. No mundo dos felinos, as fêmeas não têm pavor de baratas.
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